segunda-feira, 12 de maio de 2008

Sopa de cogumelo do Les Halle à Rainer's Diner

Esta é mais uma receita do livro do Antony Bourdain sobre as receitas do Les Halle. Como as outras, funcionou maravilhosamente. Claro, não poderia deixar a receita do Mr. Bourdain intocada, portanto acrescentei alguns ingredientes, como os porcini e o creme de leite e tirei outros (salsinha). As quantidades também são aproximadas, mas não tem como errar muito. Preparei esta versão para um jantar com alguns amigos e foi sucesso de público e crítica. Bourdain fala que a receita é ridiculamente fácil, e, de fato, mesmo com as minhas alterações, não ficou difícil. Além de fácil, é saborosa e sofisticada. Uma próxima vez vou tentar seguir a receita do livro à risca – se conseguir...

Sopa de Cogumelos do Les Halle, à Rainer’s Diner

(4-6 pessoas)

Ingredientes:

  • Manteiga, 1/4 xícara
  • Cogumelos de Paris (champignons), cortadas em fatias finas, 300 g
  • Azeite de oliva extra-virgem, 2 colher sopa
  • Funghi porcini secos, 20 g
  • Jerez, 6 colheres sopa
  • Caldo de galinha, caseiro ou Nestlé Chef (linha profissional), 2 litros
  • Sal e pimenta do reino
  • Creme de leite fresco, 100 ml

Modo de fazer:

  • Preparar ou aquecer o caldo de galinha
  • Lavar os funghi porcini e deixá-los hidratar no caldo de galinha por uns 20 minutos
  • Refogar os cogumelos de Paris na manteiga até ficarem tenros
  • Retirar os porcini do caldo de galinha e reservá-los
  • Acrescentar o caldo de galinha aos cogumelos refogados – atenção: o caldo de galinha deve ser filtrado ou senão decantado por alguns minutos, para que quaisquer resíduos dos porcini se depositem no fundo; neste caso, tomar cuidado para apenas usar a parte superior do caldo e desprezar o fundo
  • Deixar os cogumelos e o caldo ferver em fogo baixo por uma hora
  • Enquanto o caldo ferve, picar bem os porcini e refogá-los no azeite de oliva; reservar
  • Desligar o fogo, deixar esfriar um pouco e bater no liquidificador ou processador
  • Devolver a sopa à panela e deixar ferver em fogo baixo por mais alguns minutos
  • Acrescentar o jerez, os porcini picados e o creme de leite
  • Servir

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Viagem a Lima - Parte 1

Neste Carnaval fomos até Lima, Peru, para conferir a cena gastronômica por lá. Definitivamente valeu a pena e deixou a vontade de voltar. A qualidade dos pescados é insuperável, e de forma geral são preparados com muito esmero. Alguns chefs são especialmente criativos e barbarizam com os ingredientes locais. Nos próximos posts falarei sobre a nossa experiência por lá, para então voltar a publicar receitas minhas - que estão cada vez mais pobres, comparadas com as desses feras...

Viagem a Nova York - Parte 6

Além dos restaurantes e confeitarias dos quais já falei, e os quais me impressionaram particularmente bem, almoçamos e jantamos em outros restaurantes, muito bons também, embora diferentes ou mais simples. Vou aproveitar esta postagem para falar resumidamente deles e encerrar os relatos sobre nossa viagem a NY.

Bún Soho – Este é um interessante e badalado restaurante no Soho. É todo moderninho e serve uma comida vietnamita fusion. Segundo o seu site, foram muito elogiados pela imprensa gastronômica. Bún, viemos a saber, é um macarrão de arroz muito comum naquele país. O Bún Soho serve bún frio, quente, ensopado, talvez até como sobremesa. Os pratos têm uma apresentação elegante e uma combinação de sabores muito inusitada, mas definitivamente oriental. Para beber, Tiger Beer, uma as cervejas mais comuns na Ásia. Aprovado!

Baluchi’s – É uma pequena rede local de restaurantes indianos, apesar do nome italiano (pelo menos a meu ver...). Almoçamos em sua filial do West Village e gostamos muito. É barato (no almoço, os pratos têm desconto de 50%) e muito variado, mais do que os representantes indianos daqui de São Paulo (conhecemos o Govinda e o Pandoor). Os pratos mais apimentados eram identificados no cardápio com uma pimentinha ao lado – original...

Village Mingala Burmese Restaurant (não tem site, 21-23 E. 7th Street) – Nesse dia, estávamos procurando um lugar para comer no East Village, antes da peça que assistimos (isso é outra história...). Nada que tínhamos visto nos apetecia – vazio demais, cheio demais, turístico demais, etc. Passamos em frente desse e olhamos para dentro. Embora atraídos, da rua reparamos que o local estava meio vazio, com garçons assistindo TV – mau sinal. Já estávamos continuando quando um casal passou por nós e entrou decididamente pela porta. A moça ainda falou – não sei se para a gente ou para o seu acompanhante: “The food is really good here”. Com essa dica, entramos e não nos arrependemos. Comida oriental diferente de tudo que já havíamos provado. Logo depois de nós, várias outras mesas chegaram, todos já íntimos do local, que pelo visto tinha uma legião de admiradores do East Village. Havia motivo, a comida era ótima e muito acessível, uma das refeições mais baratas que comemos em NY.

Atlas Café (não tem site – 73 Second Ave.) – Nesse mesmo dia, saímos do Mingala e fomos procurar uma sobremesa. Achamos esse local, minúsculo, com várias mesas, banquinhos, cadeiras e balcão empilhados. Nos esprememos em um canto e olhamos em volta. Havia um menu bastante interessante, mas satisfeitos pelo jantar do Mingala pedimos apenas sobremesa e café. Escolhemos uma apple crumb pie (sim, gostamos dessa sobremesa) que estava tão deliciosa que até pedimos até um segundo pedaço! Os funcionários eram divertidíssimos, até tiraram fotos nossas.

Grimaldi’s – Achamos essa pizzaria quando fomos passear no Brooklyn para conhecer a ponte. Fala-se tanto das pizzas de NY que resolvemos conferir. Pelo que viemos a ler na frente do restaurante e posteriormente, essa é considerada uma das melhores da cidade ("Our pizza was rated #1 in the Zagat Survey"). Era um domingo no almoço, e o local estava repleto – muito repleto. Esperamos alguns minutos e conseguimos uma mesa. Como sempre, o atendimento foi muito profissional, simpático e atencioso. Embora a pizza fosse muito boa, não é melhor que as de São Paulo. O que notamos, tanto nessa casa como em outras onde estudamos os menus, é que os sabores das pizzas são muito limitados e conservadores, quase sempre os mesmos (pepperoni, champignon, pimentões e azeitonas). Nesse aspecto – talvez até para desespero dos puristas – São Paulo tem muita criatividade e oferece pizzas ousadas e muito saborosas. Serei bairrista e continuarei preferindo as nossas redondas.

Jackson Hole – Conheço essa rede de lanchonetes há muitos anos, graças a um aluno que era um grande fã de seus hambúrgueres. Havia uma filial em Englewood, a caminho de onde estávamos hospedados. De tanto eu falar, acabamos jantando lá um dia. Essa filial, em especial, era interessante porque estava instalada dentro de um antigo trem ferroviário. O cardápio era o esperado, com gigantescos hambúrgueres (200 gramas de carne!) e outros standards da cozinha americana. Pedimos os nossos, que vieram acompanhados de fritas deliciosas (melhores que as do Les Halles). Para beber, root beer, claro. Tudo estava ótimo. Satisfação garantida.

Katz’s Delicatessen – Nenhuma viagem a NY seria completa sem uma refeição no Katz, principalmente para mim, que adoro pastrami e corned beef. Fundada em 1888, é definitivamente uma instituição local, conhecida e freqüentada por todos, gente local, trabalhadores, celebridades e turistas japoneses. Leo resolveu encarar um sanduíche de pastrami sozinho, enquanto que Érica e eu, que já não temos a disposição dos 14 anos, dividimos um reuben e ficamos bem satisfeitos. Eu já não lembrava quão bom é o pastrami e corned beef dessa casa. Delicioso, desmancha na boca. Os nossos, por melhor que sejam, são sempre um pouco rijos. Não dá para comparar. Se vivêssemos em um mundo perfeito, como diria Antony Bourdain, moraríamos em uma cidade que teria as pizzas de São Paulo e o pastrami do Katz’s – e as ladeiras de São Francisco, para andar e queimar todas as calorias e colesterol dessa dieta... ;-).

Em nosso último dia, fomos conhecer a Little Italy que fica no Bronx, a qual dizem que é muito mais original e tradicional que a de NY. Fica em um quarteirão da Arthur Ave., local não muito fácil de achar (mas nada que o Google Maps não resolva!). Almoçamos em um mercado que havia por lá, com várias bancas de produtos italianos, algumas das quais também serviam comida muito boa. Eu provei uma deliciosa sopa de massinha com escarola, ótima! Foi uma deliciosa despedida gastronômica de Nova York.

Viagem a Nova York - Parte 5

Desde o momento em que começamos a planejar nossa viagem à NY, a Érica só falava em voltar à Magnólia Bakery. Descobrimos essa deliciosa confeitaria totalmente por acaso, em nossa visita à NY em 1999. Estávamos passeando pela Bleeker Street quando a Érica ficou simplesmente paralisada em um transe gastronômico em frente ao estabelecimento. De fato, confesso que o aroma que saía pela porta era inebriante. Havia apenas alguns estudantes, tanto clientes quanto funcionários, e a descontração era geral. O local era pouco conhecido. Voltamos mais uma ou duas vezes, para saborear as delícias.

Desde então, a Magnólia Bakery ficou famosa. Está listada em todos os guias de NY, tem seu artigo no Wikipedia, abriu filial no Uptown e foi promovida até no conhecido programa Sex and the City. As proprietárias publicaram vários livros de receitas. Rumores eram que, para entrar, era necessário enfrentar uma fila que dava a volta no quarteirão. Gosto de sobremesa, mas não gostaria de ficar esperando em pé no gélido inverno novaiorquino, portanto não partilhei do entusiasmo da Érica.

Assim que deu, passamos por lá. De fato havia uma fila, mas por sorte era de apenas algumas pessoas. Esperamos alguns minutos e pudemos escolher nossos cupcakes, cheesecake e cookies, todos deliciosos. Matamos a vontade. Com o sucesso do local, o atendimento estava um pouco mais apressado. A fila tinha de mover-se rapidamente, sem enrosco. Mas tudo bem, valeu a pena e voltamos uma segunda vez.

O interessante da viagem é que um outro dia, quando estávamos passeando pelo Chelsea, passamos em frente de outra confeitaria, Billy’s Bakery, que tinha exatamente a mesma cara da Magnólia de anos atrás. Claro, entramos, provamos e aprovamos os confeitos. Muito bons, diria até que ao nível de sua concorrente mais famosa. Naquele dia, levamos uma deliciosa apple crumb pie para saborear em casa. Uma delícia.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Viagem a Nova York - Parte 4

Passamos três noites hospedados em um hotel perto da Union Square, o Hotel 17. Embora simples, era limpíssimo, organizado e extremamente bem localizado. Depois de ficar nessa região, não voltaria a me hospedar no Midtown. Depois da nossa ida ao Les Halles, na segunda noite comemos no Chino's (Critics’ Pick), que ficava menos de um quarteirão do nosso hotel. Foi uma ótima descoberta da Érica, que achou este interessante lugar quando passávamos em frente, rumo ao metrô. Já falei sobre o seu radar de sobremesas, acrescente-se agora o radar de fine cuisine. É um lugar muito pequeno, que serve principalmente petiscos, ao estilo de bar. Agora em NY todos chamam isto de tapas, à moda espanhola. Na sua descrição, o Chino diz que serve “Asian tapas”. São porções menores, mas a preços bastante justos. Famintos, escolhemos costela de porco na grelha com gergelim e molho de ameixa, um Mahi Mahi, carne com erva cidreira, amendoim e coentro, e outras coisas que me fogem à memória. Ambos estavam de-li-ci-o-sos, uma agradável combinação de sabores, entre salgado e doce e forte e suave. Foram dos melhores pratos orientais que já provei. No cardápio, podem-se ver outras opções. Ficamos tentados a voltar, mas preferimos continuar nossas explorações nos dias que se seguiram.

Fomos também (claro, no dia seguinte) na Casa Mono (Critics' Pick), que ficava a meio quarteirão do hotel (City Bakery, Chino, Casa Mono – eu falei que o hotel era bem localizado...). A Casa Mono é um restaurante espanhol que serve – acertaram – tapas. Tivemos que fazer reserva, porque o lugar é minúsculo e ferve. Mas é muito bom. Pedimos pan con tomate, para começar. Depois pedi uma dorada, feita na grelha com um acompanhamento que não me recordo. A lembrança, contudo, é de uma experiência extremamente gratificante, principalmente regada ao bom vinho branco espanhol que tomamos. Encerramos com uma crema catalana, deliciosa. Já fiz uma nota mental para em uma próxima viagem anotar o que comemos em cada lugar, para melhor poder comentar posteriormente. Sem anotações, os detalhes ficam nebulosos, fica apenas a sensação.

Em ambos os lugares o atendimento foi muito bom. Os pratos sempre vieram rápido e corretos. A casa cheia faz com que os servers (termo politicamente correto para garçons e garçonetes) não tenham muito tempo para descrever os pratos, mas, na medida do possível, explicam um ou outro ingrediente ou curiosidade. É só não abusar. Uma curiosidade: na Casa Mono, ao nos despedirmos, a server retornou com um sonoro e simpático "Boa noite!". Provavelmente mais uma brasileira em NY.

Receita para uma segunda-feira à noite

Todo diner que se preza tem no cardápio um bolo de carne, ou meatloaf. É um prato servido muitas vezes na segunda-feira, para acabar com os restos do fim de semana. Não se iludam, caros leitores, todos os restaurantes fazem isso. Aqui no Brasil a segunda-feira traz o costumeiro picadinho. Muda a forma, a função é a mesma – acabar com as sobras.

Segue a minha versão. Esta é daquelas receitas que não têm as quantidades certas. Começa-se com a carne e vai-se acrescentando os ingredientes, conforme o gosto de cada um. Da última vez que eu o fiz, no final sobraram cebolas picadas e tive que acrescentar mais ovos que havia planejado. Mesmo assim, quando terminei de misturar os ingredientes, achei que estava um pouco duro. Se levasse ao forno assim, ficaria seco quando pronto. Eu estava prestes a acrescentar mais purê de tomate, quando a Érica sugeriu acrescentar cerveja. Topei e o resultado ficou muito bom! O da foto ao lado não é o meu meatloaf (posso dizer que o meu é mais bonito...), está aí apenas para ilustrar.

Bolo de carne à Rainer’s Diner

Ingredientes:

  • Carne bovina, moída
  • Purê de tomate
  • Ovos
  • Farinha de rosca ou pão amanhecido
  • Cebola, picada finamente
  • Pimentão, picado finamente
  • Queijo tipo parmesão, ralado
  • Salsa fresca
  • Molho inglês
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto
  • Noz moscada, ralada
  • Cerveja, opcional

Modo de fazer:

  • Misturar bem todos os ingredientes.
  • Caso tenha optado pelo pão amanhecido, embeber os pedaços do pão no purê de tomate, para desmanchá-lo.
  • A consistência deve ficar úmida, mas sem desmanchar.
  • Modelar o bolo no formato desejado (redondo, filão, etc.)
  • Assar no forno alto pre-aquecido, com o bolo descoberto, entre 30 e 50 minutos.

Viagem a Nova York - Parte 3

Quando estávamos preparando a viagem para NY, fizemos uma lista dos possíveis restaurantes que gostaríamos de conhecer. Obviamente gostaríamos de jantar no Per Se ou no Alain Ducasse, dois afamados estabelecimentos que mereceram três estrelas do guia Michelin. Mas devido a restrições orçamentárias, acabamos visitando comedorias mais acessíveis. Uma forma de fazer isso foi visitar o site do New York Magazine, que comenta tudo o que acontece naquela cidade, inclusive restaurantes. Fiz uma busca selecionando restaurantes que tivessem recomendação dos críticos (na forma de estrelinhas ou “Critics’ Pick”) e também fossem das categorias mais baratas (um ou dois $). Copiei e colei os resultados em uma listinha que ficou permanentemente comigo.

Foi uma ótima estratégia, porque logo no primeiro dia, após deixarmos as malas no hotel, cedo ainda, saímos a pé para explorar as redondezas e comer algo. Graças à poderosa listinha, vi que uma rua acima da nossa havia a City Bakery (Critics’ Pick). Foi onde tomamos nosso café da manhã naquele dia e nos próximos três. É um lugar bastante amplo e despretensioso, diria até estudadamente bagunçado. Sempre repleto de gente local tomando seu café da manhã, vimos turistas apenas uma vez. Ao mesmo tempo, como o lugar era amplo, nunca deixamos de achar uma mesa para os três. Pega-se o que se quer e paga-se no caixa, simples assim. O balcão tinha iogurte, granola e frutas (quase todas em conserva, considerando-se a época do ano). Especialmente boas eram as cerejas e lichias em conserva – uma delícia! Na parte de patisserie havia croissants, cookies, excelentes blueberrry muffins, etc. Tudo muito saboroso e barato. Cada dia provávamos algo novo. Para quem está hospedado na região da Union Square, é um endereço obrigatório.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Viagem a Nova York - Parte 2

Após ler três livros do Antony Bourdain, fiquei curioso para saber como era o Les Halles, onde ele foi chefe executivo por uns tempos. Em Nova York, existem duas unidades, na Park Avenue e no Downtown, na John Street. Fomos na segunda, no dia em que chegamos, por ficar mais próxima de nosso hotel. Fomos no final da tarde, começo da noite, quando as hordas noturnas ainda não haviam aportado. A Érica pediu uma sopa de cebolas de entrada, seguida de um coq au vin, guarnecido de purê de batatas. Leo e eu pedimos um steak, frites, salade. Eu queria provar a famosa carne e fritas, dos quais Bourdain tanto fala. A sopa de cebolas estava muito boa, com ótimo queijo (até melhor do que aquele que eu uso na minha receita adaptada), mas segundo Érica, a minha era até melhor (modéstia às favas...) porque é menos ácida. Lembrem-se que eu coloco menos vinagre e mais vinho do porto, além de uma pitada de açúcar. Pois é, parece que faz diferença para o nosso gosto. Seu coc au vin estava bom, igual aos que ela come em São Paulo (aves não são meu forte), mas o purê estava totalmente insosso. Parecia apenas batata amassada, sem tempero, manteiga ou creme. O do Eric Jacquin é imensamente melhor (another level, como dizem). Quanto ao nosso steak, frites, salade, a carne estava inegavelmente saborosa e tenra. A salada era de folhas verdes, com um molho indiferente, já provei muito melhor. Quando às alardeadas frites, uma decepção. Estavam ligeiramente queimadas e nada especiais. Quando provei, pensei comigo mesmo que as do Ponto Chic em São Paulo são melhores. Posteriormente, quando comemos na Jackson Hole, a conhecida rede de lanchonetes, provamos batatas fritas infinitamente melhores, saborosas, crocantes e no ponto. Talvez tenha sido apenas um mau dia no Les Halles, não sei, mas que as frites estavam medíocres, isto estavam.

Terminamos com um crème brûlée (honesto) e eu com um Porto ou Sauternes, não lembro qual, mas muito bom.

A conclusão foi que o marketing do lugar elevou nossas expectativas a tal ponto que saímos – confesso – um pouco frustrados. Nada estava ruim, apenas esperávamos mais.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Viagem a Nova York - Parte 1

Estive sem postar por uns tempos, mas por um bom motivo. Viajamos este fim de ano para Nova York. Apesar do baita frio (- 15C), passeamos e comemos maravilhosamente. Nos próximos dias e semanas farei alguns posts sobre a viagem, com comentários e dicas. De cara, posso falar que o Les Halle, o tão falado restaurante onde trabalhou Antony Bourdain, não é tudo aquilo que ele apregoa. Mas isto fica para o próximo post. Me aguardem!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Salada de batatas

Crescendo numa família de alemães, sempre estive às voltas com saladas de batata. Lembro-me de muitos almoços de domingo e piqueniques com uma saudável Kartoffelsalad. Este é um daqueles pratos para o qual não existe uma receita única. Cada região, cidade, família e indivíduo faz do seu jeito. Prova disso é que a minha salada é diferente daquela de minha mãe, avó, tia e irmãs. De forma geral, as saladas alemãs legítimas usam batatas mais firmes e se valem de menos ingredientes. Claro, é por isso que se chama salada de batatas. Tivessem suas saladas mais ingredientes, como a minha, os pragmáticos e metódicos alemães as chamariam de Kartoffelundgemüsesalad (assim mesmo, tudo junto), salada de batatas e legumes.

De qualquer forma, a minha contém cenouras, vagens ou aspargos e ovos. Com batatas apenas, acho que fica mais sem graça e carregado demais no amido. Além disso, ao contrário de todas as receitas no Brasil, a minha não tem maionese – o que é ótimo para quem está de olho no colesterol e na balança. O dill e a salsinha, aliados ao azeite de oliva, deixam a combinação bem leve. Reparem, no entanto, que a quantidade dos temperos é apenas sugestão. Eu sempre ajusto no final.

Para o meu paladar, gosto de deixar a batata macia (é por isso que, ao contrário dos alemães, uso batatas Mondial ou Monalisa, que se desmancham). Com isso, a batata, azeite e ovos formam quase uma pasta, que é contrastada pelos legumes ligeiramente mais firmes.

Salada de batata à Rainer’s Diner

Ingredientes:

  • Batatas, do tipo Mondial ou Monalisa, mais adequadas para cozinhar, 1kg
  • Cenouras, 4 médias
  • Aspargos nacionais, finos, 1 maço
  • Ovos caipira, 5 médios
  • Dill fresco, ½ xícara
  • Salsa fresca, ½ xícara
  • Mostarda Dijon, 2 colheres sopa
  • Azeite de oliva, ½ xícara
  • Vinagre de vinho, a gosto
  • Sal, a gosto
  • Pimenta do reino, a gosto

Modo de fazer:

  • Lavar bem as batatas e cozinhá-las com casca até ficarem macias; deixá-las esfriar, descascá-las e picá-las.
  • Limpar as cenouras, picá-las em cubos pequenos e cozinhá-las no vapor (ou em água salgada).
  • Limpar os aspargos, cortar as pontas e picá-los em pedaços pequenos; cozinhá-los no vapor (ou em água salgada) até ficarem tenros (porém firmes). As pontas devem ser cozidas bem menos, para não desmanchar.
  • Cozinhar os ovos por 10 minutos, esfriá-los, descascá-los e picá-los.
  • Picar o dill e a salsa.
  • Misturar bem todos os ingredientes.
  • Ajustar os temperos; as quantidades acima são apenas sugestões.
  • Servir com rosbife fatiado ou embutidos cozidos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

As sutilezas do maple syrup

Embora não seja difícil achar maple syrup em São Paulo atualmente, a grande maioria de seus apreciadores não lhe dá a devida importância. Falo de experiência própria. Eu também não dava, até conhecer mais sobre como é produzido. Mas vamos do começo.

Na época que estudei nos Estados Unidos, acho que nunca provei o verdadeiro maple syrup. Nós, com nosso orçamento de estudantes, comprávamos apenas o que se chamava “maple-flavored syrup”, que para bom entendedor significa xarope de milho com sabor artificial de maple. Para a nossa realidade, o legítimo produto era caríssimo e não entendíamos o porquê de ser tão caro. Na minha cabeça, pelo menos, bastava perfurar um pé de maple e pronto, saía o tal do syrup (ai, santa ignorância...).

Mais recentemente, fiz uma viagem por toda a costa leste dos Estados Unidos. Nessa oportunidade visitamos uma fazenda de maple no estado de Vermont, principal produtor americano desse produto. O maior produtor mundial, contudo, é o Canadá, que responde por 80% da produção mundial. Os simpáticos proprietários da fazendo no Vermont mostravam como era feito e os diferentes tipos de maple syrup. Apenas então consegui entender e dar valor às sutilezas deste fabuloso ingrediente.

Lição número 1: Para começo de conversa, a extração do produto não pode ser feita o ano todo, apenas por quatro a seis semanas, durante a primavera, quando a seiva da árvore sobe para formar as novas folhas. Caso o produto seja extraído antes do momento exato, não há seiva. Se for extraído além de um determinado ponto, o xarope terá gosto amargo, que remete às folhas.

Lição número 2: Somente duas espécies de maple, o sugar maple (lógico) e o black maple produzem a seiva apropriada. Para quem não sabe, o maple é a árvore cuja folha é o símbolo do Canadá e que no outono fica daquele vermelho brilhante. Nós a chamamos de bordo. Por lei, a seiva pode ser extraída apenas de árvores com diâmetro mínimo de 25 cm – o que demora 40 anos. Pense em investimento de longo prazo. Claro, há uma grande preocupação de não prejudicar as árvores produtoras com as perfurações.

Lição número 3: O maple syrup não sai da árvore pronto. Sai na forma de uma água adocicada, que precisa ser reduzida sobre o fogo para chegar ao ponto do xarope. No Canadá, cada 40 litros de seiva (o equivalente a dois daqueles galões de água que ficam de cabeça para baixo nos escritórios) produzem apenas, pasmem, 1 litro de maple syrup. No Vermont, que prefere seu syrup mais encorpado, são necessários ainda mais litros de seiva para produzir o mesmo litro de xarope. Resumindo: a produção anual de uma árvore é apenas um (sim 1) litro de maple syrup. Isto depois de 40 anos de crescimento.

Lição número 4: Não existe apenas “maple syrup”, assim como aqui no Brasil não existe apenas “banana” ou “laranja”. Há vários tipos, com finalidades específicas. Existem os Grade A e Grade B, e dentro dessas duas classificações, há os extra light, light, medium, amber e dark amber. Os light têm sabor mais suave (não tem nada a ver com calorias, sorry) e os amber,sabor mais intenso. Reparem que nos rótulos existe sempre o tipo de Grade. Os light costumam ser mais caros e mais valorizados. Os dark são preferidos para receitas ou usos industriais. Dificilmente um extra light será exportado para o Brasil. Os mais comuns por estas paragens são os medium amber. O que determina o Grade do maple syrup é a época em que foi colhido, entre outros fatores.

Hoje, compro e aprecio o maple syrup com muita parcimônia, devido a seu preço. Mas jamais digo que é caro. Por tudo que está por trás, é até barato.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Risoto de aspartos e shitake

Estamos passando por uma boa fase de aspargos aqui em São Paulo. Lembro-me, uns anos atrás, quando era difícil achar aspargos frescos. Havia aqueles em conserva (argh!) e, por vezes, aqueles congelados. Hoje tudo ficou melhor. Além daqueles nacionais, mais finos, recentemente temos visto muitos importados do Peru, que são sensacionais, grossos e saborosos. Lembro-me que fiz uma entrada para o almoço de dias das mães com esses aspargos. Um truque para cozinhar aspargos é cozinhar a parte inferior dos talos mais do que as pontas. Isto pode ser feito deixando de fora da água fervente essas pontas ou cozinhando-as separadamente, quando o aspargo é picado.Achei a receita abaixo no Epicurious, mas, claro, alterei algumas quantidades e acrescentei sálvia e prosciutto.

Risoto de aspargo e shitake

Ingredientes:

  • Arroz carnaroli, 2 xícaras
  • Aspargos, 1 maço
  • Shitake, 1 bandeja grande
  • Cebola, 1 média
  • Azeite de oliva, 2 colheres de sopa
  • Manteiga, 20 g
  • Sálvia fresca, 2 colheres de sopa
  • Caldo de galinha diluído, 1½ litro
  • Vinho branco, 1 xícaras
  • Sal e pimenta do reino, a gosto
  • Parmesão ralado, 2 xícaras
  • Prosciutto fatiado e cortado em tiras finas, 100 g (opcional)

Modo de fazer:

  • Aquecer o caldo de galinha.
  • Limpar a ferver os aspargos no caldo de galinha, por 2 minutos.
  • Retirar os aspargos do caldo, remover as pontas e ferver o restante por mais 5 minutos.
  • Retirar os aspargos do caldo, picar e reservar.
  • Fatiar finamente os shitakes e picar as folhas de sálvia.
  • Refogar o shitake no azeite de oliva; reservar.
  • Refogar a cebola na manteiga até dourar levemente.
  • Acrescentar o arroz e a sálvia picada.
  • Temperar com sal e pimenta .
  • Acrescentar vinho e refogar até secar o vinho.
  • Caso tenha optado pelo prosciutto, acrescentar.
  • Acrescentar o caldo de galinha aos poucos, até o arroz ficar al dente.
  • Acrescentar parmesão ralado e mexer.
  • Acrescentar os aspargos e shitake, misturar delicadamente ao risoto e tirar do fogo.
  • Deixar descansar por 2 minutos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Receita para uma segunda-feira à noite

Vamos começar com uma receita bem fácil e gostosa, principalmente para quem gosta de frutas, como eu.
Frutas secas ao porto

(10 porções)

Ingredientes:

  • Frutas secas (maçã, pera, damasco azedo, ameixa, uva passa, pessego, etc.), 100 gr. cada
  • Vinho do porto tinto, duas xícaras
  • Cointreau, meia xícara
  • Açúcar, duas xícaras, ou a gosto
  • Canela em pau, o quanto basta
  • Cravo, o quanto basta
  • Água, o suficiente para cobrir as frutas

Modo de fazer:

  • Colocar a maçã e pera para cozinhar na água, açúcar, vinho do porto, canela e cravo.
  • Após aproximadamente dez minutos de fervura, acrescentar as outras frutas.
  • Cozinhar por aproximadamente mais dez minutos.
  • Retirar as frutas, deixando a canela e o cravo.
  • Acrescentar o Cointreau e reduzir, até obter uma calda grossa.
  • Misturar a calda com as frutas e esfriar.
  • Servir com sorvete de castanha-do-pará.

Retomando nossas atividades...

Após quase três meses sem posts, estamos retomando nossas atividades. Acontece que tive um surto de trabalho que deixou pouco tempo para qualquer coisa que não fosse o essencial. Mas, como costumo dizer, é o trabalho que paga os nossos vícios, no meu caso as idas à Casa Santa Luzia, um suculento filé de cherne, um vinho especial, a ida a aquele restaurante que temos saudade ou as viagens gourmet. Temos muito assunto pela frente. Aos que estão chegando agora, não custa lembrar que este blog reúne receitas das mais diversas, fáceis, sofisticadas, simples, elaboradas, para jantares, almoços e até brunches. Já incluímos receitas para entradas, pratos principais, sobremesas e até sanduíches. Comentamos também os restaurantes, bares e lojas que alimentação que freqüentamos, oferecendo aos leitores nossa singela opinião sobre nossas experiências. Falamos das comidas, pratos e vinhos que gostamos, ou não... Finalmente, descrevemos passeios e viagens, em São Paulo, no Brasil e no exterior, sempre sob a ótica da gastronomia, culinária e enologia - mas de forma despretensiosa. Boa leitura e bom apetite!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Bacalhau nas natas

Semana passada repeti esta receita, que é ideal para se aproveitar todos aqueles pedaços menores e pontas do bacalhau que vêm junto com o lombo e os filés mais tenros. Costumo desfiar o bacalhau após demolhá-lo, embora não tenha certeza se esse é o método mais apropriado. Ao contrário da primeira vez que fiz esta receita, desta feita alguns pedaços ficaram um pouco rijos. Não sei se foi alguma parte menos seleta do bacalhau ou foi apenas algum erro no processo. De qualquer forma, o gosto estava muito bom.

Bacalhau nas natas

Ingredientes:

  • Bacalhau demolhado desfiado, 800 gr
  • Batatas firmes cozidas, descascadas e fatiadas finamente, 1,5 kg
  • Leite, 1 litro
  • Creme de leite, 250 ml
  • Queijo tipo parmesão, 200 gr
  • Manteiga, 50 gr
  • Caldo de galinha caseiro ou linha profissional da Nestlé, uma xícara
  • Farinha, 4 colheres sopa
  • Sal e pimenta do reino branca, o quanto basta
  • Noz moscada, o quanto basta

Modo de fazer:

  • Rapidamente aferventar o bacalhau demolhado no leite.
  • Drenar e coar o leite, reservando-o.
  • Com a manteiga, farinha, leite do bacalhau, parte do parmesão, caldo de galinha e creme de leite, preparar molho bechamel, temperando-o com pimenta do reino branca e noz moscada. Normalmente o sal já está correto. Reservar.
  • Assim que o bacalhau estiver frio, desfiá-lo e limpá-lo, se já não estiver desfiado.
  • Em dois refratários médios e rasos, montar os ingredientes.
  • Colocar uma camada leve de molho bechamel no fundo do refratário.
  • Colocar uma camada de batatas fatiadas e depois o bacalhau desfiado, cobrindo-os com molho bechamel.
  • Repetir o processo até preencher os refratários.
  • Salpicar o restante do parmesão sobre o conjunto e colocar no forno pré-aquecido, à temperatura média-alta, por aproximadamente 50 minutos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Sopa de cebolas

Esta receita é do excelente livro do Antony Bourdain, “Afinal as receitas do Les Halles Nova York”. Por motivos já declarados em um post anterior, acabei mudando algumas coisas da receita original: reduzi a quantidade de vinagre balsâmico e aumentei a de vinho do Porto. Acrescentei também um pouco de açúcar; acredito que alguns ingredientes que são naturalmente doces, como cenouras, tomates e cebolas, ficam melhor com uma pitada de açúcar, que ressalta seu sabor. Como tem gente em casa com colesterol alto, também eliminei o bacon. Finalmente, invés das torradas sugeridas por Bourdain, optei por usar croutons. A Érica comeu uma sopa bem semelhante a esta da última vez que fomos ao Chez Victor. Apesar do sabor imbatível do prato, lembro que ela se digladiou com a torrada: é complicado, apenas com o uso de uma colher, quebrar e comer uma torrada instalada por cima de uma sopa. Com os croutons, o problema foi resolvido. Reitero a recomendação de Bourdain que se use o melhor queijo gruyère importado – faz diferença. Vai aí, então, a receita de sopa de cebola do Les Halles à moda do Rainer’s Diner:

Sopa de Cebolas do Les Halle, à Rainer’s Diner

(6-8 pessoas)

Ingredientes:
  • Manteiga, 2/3 xícara
  • Cebolas grandes, cortadas em fatias finas, 8
  • Vinho do Porto, 6 colheres sopa
  • Vinagre balsâmico, 2 colheres sopa
  • Caldo de galinha, caseiro ou Nestlé Chef (linha profissional), 2,2 litros
  • Louro, sálvia, tomilho e alecrim, em bouquet garni
  • Sal e pimenta do reino
  • Açúcar, 1 colher de sopa
  • Croutons, o quanto basta
  • Queijo gruyère (importado), ralado, 300 g

Modo de fazer:

  • Refogar as cebolas na manteiga até que dourem bem
  • Acrescentar o vinho do Porto e o vinagre, raspando o fundo para não queimar
  • Acrescentar caldo de galinha e ervas
  • Cozinhar lentamente por 50-60 minutos, removendo a espuma
  • Retirar o bouquet garni
  • Servir a sopa em tigelas refratárias
  • Colocar os croutons, cobrindo a superfície
  • Cobrir com gruyère
  • Gratinar no forno até que o queijo esteja bem dourado

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Viagem a San Francisco, parte 3

De todas as nossas refeições em San Francisco, a que mais ficou na memória foi o jantar no The Dining Room do hotel Ritz-Carlton. A falta de imaginação do nome é amplamente compensada pelo rigor da cozinha e do atendimento. Fizemos reservas on-line daqui de São Paulo, através do Open Table, um excelente serviço de reservas via internet. Funcionou maravilhosamente. Confirmaram a reserva dois dias antes, deixando um recado no bed & breakfast onde nos hospedamos (que também será motivo de um post futuro).

Tivemos a idéia de jantar lá através de um blog local, o San Francisco Gourmet, que falava muito bem desse local, detentor de uma estrela do guia Michelin (apesar do blog achar que merecia mais). O chef, Ron Siegel, foi sous-chef do famoso French Laundry, depois executive chef do Masa, para então dirigir o The Dining Room. Consideramos uma ida ao French Laundry, mas acabamos acatando a opinião do San Francisco Gourmet, que achava que com todas as estrelas (três) concedidas pelo Michelin, o French Laundry estava caro demais e estava deixando de inovar. Como não fomos lá, não podemos fazer uma comparação direta, mas que o The Dining Room foi extraordinário, isto foi.

Na noite do nosso jantar, chegamos no horário previsto e a ótima mesa de canto já estava pronta. Sem exceção, todos, do maître aos servers (waiter deixou de ser politicamente correto) ao sommelier com seu forte sotaque francês, foram simpáticos e atenciosos ao máximo.

Pedimos o menu degustação de seis pratos (six-course tasting menu). Havia também o de nove pratos, mas aí achamos que seria demais (até para o bolso). A maravilha é que existe a opção do wine pairing, isto é acompanhar cada prato com o vinho apropriado (cinco vinhos, no total). No caso, o sommelier ofereceu dois vinhos diferentes para cada prato, o que permitiu que degustássemos dez dos melhores vinhos que já tomamos, e que provavelmente não tomaremos novamente tão logo.

Não me lembro das minúcias de cada prato, mas lembro da impressão geral e de alguns detalhes que marcaram. Todos surpreenderam, pelas combinações, pela apresentação e pelos ingredientes. Depois de alguns (sim, alguns) deliciosos amuses-bouches, trouxeram uma seqüência de entrada fria, entrada quente, primeiro prato, segundo prato, e assim por diante. Havia pratos vegetarianos, frutos do mar, peixe, carnes e aves. Como sabem, não gosto muito de aves, mas um dos pratos que serviram foi uma perdiz com foie gras, que me marcou profundamente. O prato principal foi um beef rib-eye servido com tutano, mais uma daquelas coisas que nunca havia provado. Após as sobremesas, trouxeram um carrinho repleto dos mais deliciosos confeitos (mignardises) para escolhermos. Ufa!

Entre os vinhos, os que mais me impressionaram foi um Pinot Noir californiano (Dutton-Goldfield, Russian River, 2005) e um Riesling alemão. Serviram também um Grand Cru da Bourgogne e um extraordinário Bordeaux. Assim que arrumar o meu scanner foi postar a lista.

O serviço foi um exemplo do profissionalismo americano. A troca de pratos e talheres era uma operação precisa e bem orquestrada, que acontecia simultaneamente para ambos os comensais. O tempo entre um e outro prato nunca foi curto ou longo demais, um timing perfeito.

Saímos com a impressão de sermos felizardos por ter vivido uma experiência tão extraordinária.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Viagem a San Francisco, parte 2

A melhor torta de maçã

Nos EUA, torta de maçã é uma instituição. Todos gostam, todos servem, todos têm sua receita predileta. Nessa viagem, encontramos o que julgo ser a melhor que já provei. Até o momento, pelo menos.

Estávamos indo do Parque Nacional de Yosemite para San Francisco, quando paramos para almoçar na estrada, num pequena cidade chamada Mariposa. Vimos dois restaurantes interessantes, e acabamos indo almoçar naquele que achei mais atraente, pelo menos por fora. Era uma espécie de lanchonete-diner, com um menu imenso e algumas poucas mesas. Os clientes iam até o balcão, faziam o pedido e o esperavam na mesa. Pedimos duas saladas do bem-sortido salad bar e dividimos um French-dip sandwich. O lugar tinha duas interessantes curiosidades. A primeira eram as paredes e o teto forrados com capas de antigos LPs, dos anos 70 e 80. Foi divertido esperar a comida redescobrindo os álbuns que já foram sucesso. A segunda eram os banheiros, do lado de fora: embora simples, nunca vi banheiros tão limpos e cheirosos. Como é fácil dar uma boa impressão aos clientes, não? Como a Érica tinha gostado do outro restaurante, quase ao lado deste, resolvemos tentar a sobremesa do lado de lá. O lugar também era um diner, um pouco mais sofisticado, chamado Red Fox Restaurant. Não havia ninguém, apenas uma garçonete. Falamos que queríamos apenas dividir uma sobremesa, se havia algum problema. Sem problema, disse a garçonete. Pedimos uma fatia de torta de maçã a la mode, seja, com sorvete. Pois bem, era uma torta de-li-ci-o-sa. Bem fresca, tinha uma massa no ponto, pedaços enormes e saborosos da fruta e um fundo de caramelo. Nunca provei melhor. Estava tão boa que pedimos um segundo pedaço, sem o sorvete desta vez, para controlar as calorias ;-). De qualquer forma, confirmou minha crença que a comida básica bem feita rivaliza com as mais sofisticadas criações dos grandes chefes. Embora essas últimas tenham a vantagem do novo e da surpresa, de combinações, texturas e sabores inesperados, a culinária doméstica e tradicional tem seu mérito comprovado pelo tempo.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Viagem a San Francisco, parte 1

Fomos recentemente à San Francisco, para descansarmos por alguns dias. Saímos de Sacramento, na Califórnia, onde a Érica participou de um congresso, e fomos até Yosemite, onde passamos dois dias. De lá, seguimos para São Francisco, onde ficamos mais seis dias. Embora breve, a viagem deixou boas lembranças e muita vontade de voltar. Comentarei, aos poucos, alguns dos eventos gastronômicos mais dignos de nota. No geral da viagem, ficamos impressionados com duas coisas:

Nos chamou a atenção a gentileza das pessoas. Tanto nas cidades menores como nas maiores, todos aqueles que conhecemos, sem exceção, foram bem-humorados, atenciosos e tranqüilos. Nos fez lembrar quanto nós, paulistanos, estamos estressados.

Em todos os lugares, comemos maravilhosamente. Respeitadas as diferenças, a comida foi excelente tanto em um pequeno diner da cidade de Mariposa, quanto no Dining Room do Ritz-Carlton.

Altos e baixos

A cena gastronômica em São Paulo é muito dinâmica, sempre em ebulição. Estabelecimentos abrem, conquistam clientes e às vezes, bem, relaxam. Há algum tempo, comentei sobre um restaurante, o In Città Magazzino Gastronomico. Fomos lá algumas vezes, e voltamos ontem à noite para comer pizza. Cabem alguns comentários de atualização.

No geral, tivemos uma experiência irregular, e explicarei o porquê de forma itemizada:

Gostamos:

  • Das pizzas. As pizzas continuam excelentes. Provamos três tipos, uma de fungui e outros ingredientes, outra de carpaccio e parmesão e uma singela margherita. A de fungui, em especial, estava uma delícia, rica e saborosa.
  • Da carta de vinhos. A carta de vinhos continua boa, com opções de bom custo benefício. Tomamos uma meia-garrafa do conhecido chileno Carmen, no caso um carmenère. Havia outras possibilidades também, todas interessantes.

Não gostamos:

  • Da espera: Tudo demorou, da pizza à sobremesa. Apesar de haver poucas mesas no local, a comida demorou muito. Menos mal porque estávamos em animado bate-papo. Mas não há motivo para pizza demorar tanto.
  • Das sobremesas: Verdadeira decepção. Ao passo que anteriormente o restaurante oferecia doces da Pâtesserie Douce France, desta vez havia uma série de sugestões que, embora criativas na descrição, eram mal executadas. A Érica pediu uma massa folheada com morangos. Pois bem, a massa folheada estava indiferente (“comprada em supermercado”, segundo a Érica) e os morangos, sem graça. Para completar, estavam empilhados de forma desajeitada e com um molho à base de leite condensado, sem arte alguma. Uma pobreza epicúria!
  • Dos preços: Apesar do preço justo dos vinhos e das pizzas, o couvert e as sobremesas foram cobrados a preço de ouro. Para a sobremesa que serviram, foi extorsivo.
  • Do atendimento: Os garçons eram mal treinados e desatentos, cometendo uma série de deslizes. Bem humorados, deixamos passar tudo. Mas não entendo como um restauranteur ou gerente que queira atrair uma clientela mais seleta, e cobra preços à altura, contrata pessoal de salão tão pouco preparado.
Mais um lugar ao qual não voltaremos.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Mais lasanha...

Na seqüência da receita de lasanha de lula e camarão, resolvi postar esta também. Ao contrário da anterior, esta tem todas as quantidades. Foi inspirada por uma semelhante, que é habitualmente servida pelo Pitanga (não tem site), na Vila Madalena. Como a minha foi evoluindo ao longo do tempo, tirando e acrescentando ingredientes, preciso voltar ao Pitanga para comparar com a original.

Lasanha de fungui e alho-poró

(10 porções)

Ingredientes:

  • Massa pré-cozida de lasanha, o quanto basta
  • Shitaki fatiado finamente, duas bandejas
  • Cogumelo de paris fatiando finamente, duas bandejas
  • Alho-poró fatiado finamente, quatro grandes
  • Azeite de oliva, o quanto basta
  • Queijo muzzarela de búfala, 800 gr
  • Leite, 1½ litro
  • Creme de leite, 250 ml
  • Queijo tipo parmesão, 200 gr
  • Manteiga, 50 gr
  • Farinha, 4 colheres sopa
  • Sal e pimenta do reino branca, o quanto basta
  • Noz moscada, o quanto basta

Modo de fazer:

  • Refogar no azeite de oliva o alho-poró, shitaki e cogumelo de paris, nesta ordem. Temperar com sal e pimenta. Reservar
  • Com a manteiga, farinha, leite e creme de leite, preparar molho bechamel, temperando-o com sal, pimenta do reino branca e noz moscada. Reservar.
  • Em dois refratários médios, montar os ingredientes.
  • Colocar uma camada leve de molho bechamel no fundo do refratário.
  • Colocar uma camada de massa, fungui refogados e molho bechamel, cobrindo-os com muzzarela e um pouco de parmesão.
  • Repetir o processo até preencher os refratários.
  • Salpicar o restante do parmesão sobre o conjunto e colocar no forno pré-aquecido, à temperatura média-alta, por aproximadamente 50 minutos.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Um no cravo e outro na ferradura...

Considerando a vasta oferta de bons restaurantes em São Paulo, tentamos sempre conhecer novas casas, repetindo apenas aquelas que nos são muito especiais. Muitas vezes essa prática rende boas experiências e outras, arrependimento.

Depois de muita exploração gastronômica, nossa conclusão é que, de forma geral, a gastronomia em São Paulo avançou muito em anos recentes. Os clientes ficaram mais exigentes. Alguns restaurantes tradicionais continuam repletos porque servem comida tradicional de muita qualidade. Outros continuam servindo a mesma comida mediana que serviam há 20 anos, atendendo aqueles que se acostumaram com o local e não estão inclinados a mudar. Vão acabar fechando, mais cedo ou mais tarde. Lembro que na década de 80 freqüentava com alguns amigos uma cantina no bairro do Paraíso, o Sesto. Minha lembrança é que era muito boa. Coisa de três anos atrás, buscando um jantar simples e barato, aportamos por lá. Pense em arrependimento. O meu nhoque estava azedo e foi devolvido. A massa que pedi em substituição não era digna de uma cantina de São Paulo. O prato da Érica também foi medíocre. Saímos totalmente frustrados.

Mas vou falar de dois restaurantes que visitamos recentemente, um que deixou saudades e o outro, indiferença.

No cravo....

A exploração gastronômica em São Paulo tem suas recompensas. Há dez dias fomos ao Chez Victor Brasserie, na Barra Funda. O local tem toda uma história, que não vou repetir aqui, já que é contada no site do restaurante.

O que interessa é que servem comida de qualidade a preços extremamente atraentes.

Chegamos tarde, sem reservas. O pessoal que nos recebeu foi muito atencioso e simpático, prontamente nos encaminhando para uma mesa. Como era tarde, havia várias. Primeira boa surpresa: a área de não fumantes é mais ampla e melhor que a dos fumantes. Ponto a favor. Segunda boa surpresa: a carta de vinhos listava, basicamente, vinhos da Mistral, a preços bem justos. Confirma o que comentei em um post anterior.

Começamos com uma entrada de Envoltine d’aubergine au fromage, rolinhos de fina berinjela em volta de um excelente queijo. Em seguida, pedimos, os dois, Entrecote grelhado com trilogia de cogumelos ao chimi churi. Para acompanhar, um potente Catena Malbec. Devo dizer que foi a melhor carne que comi em muito tempo. Gosto muito deste corte pelo seu sabor, apesar de, às vezes, ter muitas nervuras. Nesse caso, a carne estava muito tenra e saborosa, preparada exatamente como pedimos, ao ponto. Os cogumelos (Paris, shitake, shimeji) combinaram perfeitamente com a carne e com o tempero do chimi churi. A porção também foi perfeita, sem o exagero que eu temia.

Para sobremesa, a Érica pediu uma torta de maça com sorvete de baunilha, e eu crepes Suzette. Ambas estavam saborosas e delicadas, à altura dos pratos anteriores.

O cardápio ainda tinha uma série de outras sugestões muito interessantes, que teremos de provar em visitas futuras, como a polenta com camembert em leito de tomate (antepasto), filet de linguado com molho de maracujá e gengibre e risotto de palmito (até para comparar com o meu, do Dia das Mães) e o duo de brulées (grenadine e hortelã).

No final, mais uma boa surpresa: a conta foi muito razoável para a qualidade da comida degustada e a proposta da casa. Voltaremos muitas vezes.

...na ferradura.

Nesse espírito de conhecer o novo, no dia em que voltamos de viagem (que será motivo de vários posts futuros) resolvemos conhecer uma cantina nova. Procuramos algo relativamente perto, com preços de cantina e, claro, que não conhecêssemos. Acabamos indo parar na Cantina Abruzzi, nas Perdizes. Fica instalada em uma antiga casa residencial, bastante ampla, mas com salões de áreas variadas. Ao entrar, vimos uma mesa disponível no salão da frente, que dava para um jardim. Gostamos. Contudo, ao perguntarmos, fomos informados que era área de fumantes. A área de não fumantes, minúscula e apertada, estava repleta. O atencioso garçom nos colocou em outra área de fumantes, menor, que estava vazia, e prometeu não colocar nenhuma mesa fumante ali. Mais um restaurante que privilegia os fumantes em detrimento dos não fumantes – coisa que já abordei em posts anteriores. De qualquer forma, escolhemos três pratos, eu uma lasanha e Érica e Leo um prato do dia, massa recheada com vitela ao molho, branco, acredito. Quis acompanhar com uma taça de vinho, mas havia apenas dois vinhos em taça, um italiano e outro chileno. O segundo era um Tarapacá, da linha mais básica daquela excelente vinícola. Fiquei assustado com o preço: R$ 15.00, provavelmente o que pagam pela garrafa inteira. Chegando de uma série de extraordinárias experiências enófilas, declinei a oferta. Os pratos do dia estavam bons, o que se espera de uma cantina, mas caros demais para este tipo de estabelecimento. A minha lasanha estava indiferente, nadando em molho branco e queijo. Acredito, sem falsa modéstia, que as minhas são muito melhores. A oferta de sobremesas era a de sempre (sim, vocês sabem quais); acabamos comendo a sobremesa em outro lugar.

Receita para uma segunda-feira à noite

Preparei esta receita para o jantar de ontem, também conhecido como "Macarrão de domingo à noite". A idéia foi combinar o sabor da paella com a estrutura de lasanha. Tomo a liberdade de dizer que ficou muito bom. A lasanha de ontem foi ligeiramente diferente desta. Coloquei apenas as lulas, e não havia molho bechamel. Ao provar o resultado, pensei que camarões e outros frutos do mar deixariam o prato mais interessante. A Érica, por sua vez, disse que gostaria do molho bechamel, para deixar um pouco mais suave. Fica registrada a sugestão. Aliás, esta é mais uma daquelas receitas que não têm as quantidades...

Lasanha de lula e camarão

Ingredientes:

  • Massa pré-cozida de lasanha, o quanto basta
  • Lulas, em rodelas finas, com as cabeças picadas
  • Camarões, médios, limpos
  • Mexilhões ou outros crustáceos (opcional)
  • Queijo prato ralado grosso
  • Molho bechamel, fino, com creme de leite
  • Tomate pelado em lata, picado
  • Cebolas, fatiadas finamente longitudinalmente
  • Dentes de alho, fatiados finamente
  • Pimentões, verde e amarelo, fatiados finamente
  • Caldo de peixe
  • Tempero para paella

Modo de fazer:

  • Refogar no azeite de oliva a cebola, o alho, os pimentões e os tomates pelados. Acrescentar o caldo de peixe e o tempero para paella. Acrescentar a lula, o camarão. O resultado deve ficar um pouco aguado. Reservar
  • Em um ou dois refratários médios, montar os ingredientes.
  • Colocar uma camada leve de molho bechamel no fundo do refratário.
  • Colocar uma camada de massa, molho de pescados e molho bechamel (pouco), cobrindo-os com o queijo ralado.
  • Repetir o processo até preencher os refratários.
  • Salpicar o restante do queijo sobre o conjunto e colocar no forno pré-aquecido, à temperatura média-alta, por aproximadamente 50 minutos.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Almoço do Dia das Mães - 1

Ontem, para o Dia das Mães, preparei peixe (mais uma vez...) com um molho de maracujá sugerido pela Érica. Quando fui à feira no sábado, procurei um peixe inteiro que rendesse bons filés. Ao chegar, o peixeiro tinha lindos e enormes filés de linguado, que acabaram sendo perfeitos para o propósito. Acredito que outro filé, como cherne ou robalo, também ficaria muito bom. Para acompanhar o peixe, servi um risoto de alho-poró e queijo brie. Como entrada, aspargos peruanos com abacate e queijo de cabra. Foi muito bom e à altura do nosso jantar da sexta-feira anterior. Seguem as três receitas, desta vez com as fotos:

Almoço do Dia das Mães - 2

Aspargos com abacate e queijo de cabra

(quatro pessoas)

Ingredientes:

  • Aspargos, de preferência os grossos (peruanos), um maço
  • Abacate maduro, porém firme, em fatias
  • Queijo de cabra, tipo boursin, um pote
  • Sal, a gosto
  • Vinagre balsâmico, a gosto
  • Azeite de oliva, a gosto

Modo de fazer:

  • Cortar as pontas grossas dos aspargos e cozinhá-los em água com sal até ficarem tenros (porém firmes).
  • Cortar o abacate em fatias de aprox. 2 cm.
  • Montar os aspargos no prato, ao lado de uma fatia de abacate, com o queijo de cabra no centro do abacate.
  • Polvilhar com sal e jogar um pouco de vinagre e azeite aleatoriamente.

Almoço do Dia das Mães - 3

Risoto de alho-poró e brie

(quatro pessoas, como acompanhamento)

Ingredientes:

  • Arroz carnaroli, 1½ xícaras
  • Caldo de legumes, 1½ litro
  • Alho-poró, fatiado, dois talos
  • Queijo brie, em cubinhos, uma latinha
  • Azeite de oliva, 4 colheres de sopa
  • Sal e pimenta do reino, a gosto

Modo de fazer:

  • Aquecer o caldo de legumes.
  • Refogar o alho-poró no azeite de oliva.
  • Acrescentar arroz e dourar.
  • Temperar com sal e pimenta .
  • Acrescentar caldo de legumes aos poucos, até o arroz ficar al dente.
  • Acrescentar cubos de brie, mexer e tirar do fogo

Filé de linguado ao molho de maracujá

(quatro pessoas)

Ingredientes:

  • Linguado ou outro peixe em filés grossos, 750 gr
  • Vinho branco, 1 xícara
  • Suco fresco de maracujá, ½ xícara
  • Gengibre, algumas lascas
  • Açúcar, 2-3 colheres sopa
  • Manteiga, 30gr
  • Sal, a gosto
  • Limão,um
  • Azeite de oliva, a gosto

Modo de fazer:

  • Temperar os filés com o limão, e reservar.
  • Em uma panela pequena, aquecer o vinho branco, suco de maracujá, gengibre e açúcar em fogo brando.
  • Reduzir até 1/3, aproximadamente.
  • Acrescentar o sal e a manteiga, batendo bem até adquirir certa consistência.
  • Aquecer uma frigideira antiaderente com um fio de azeite.
  • Secar os filés de peixe com papel toalha e polvilhar sal.
  • Grelhar os filés de cada lado, sem queimar ou secar.
  • Servir nos pratos, cuidadosamente colocando o molho de maracujá sobre os filés.
  • Servir com risoto de alho-poró e brie.